Em fevereiro completo 1 ano de namoro com o tricô. E estou cada vez mais apaixonada. Foi 1 ano produtivo e de muito aprendizado. Já contei por aqui que tudo aconteceu por uma série de encontros felizes do acaso. O primeiro deles foi a coincidência de ter uma loja/escola pertíssimo da minha casa. Caminho por uma rua cheia de casas lindas e lá estou! Seria inevitável não experimentar.

Além disso, tive a sorte de encontrar com uma mestre paciente e segura. Ter um professor que inspira é algo que faz toda diferença, certo?

Desde o primeiro dia, a Joanna, minha teacher, literalmente me deu a mão para que eu conseguisse acertar os pontos e defazer os erros.

As aulas são semanais. Vou toda segunda de manhã. Sou a mais jovem da minha turma (bônus! Vou lá e me sinto num pote de Renew!).

As outras alunas já tricotam há anos e levam projetos complicadíssimos. Parte boa disso: passei a ver minhas dificuldades como bobagens que logo, logo serão ultrapassadas.

O fato de estar num momento de viver a vida com mais leveza e menos estresse refletiu no meu comportamento como aluna. Não sinto mais aquela ansiedade que eu sentia para ver os projetos prontos.

Vou a aula e aproveito minhas duas horas com calma, sem esperar que eu seja super produtiva. Trabalho e aos poucos o resultado vem.

Assim, comecei com um cachecol branco que ficou bem torto (mas eu me orgulho dele mesmo assim), fiz 2 xales (perdi infelizmente um deles em um Uber na Philadelphia), duas toucas, uma blusa e arrisquei meu primeiro cardigan. O molde foi escolhido pela minha professora.

Fazer um presente à mão e colocar um amor desmedido num objeto. No caso do tricô e ainda mais intenso, afinal não se tricota um casaquinho da noite para o dia. Eu, como sou iniciante, levei quase 2 meses para fazer o meu e gosto de olhar esses registrinhos feitos com o celular e lembrar dele me acompanhando no metro, no café, enquanto eu esperava por alguém.

Tricotar no metro: o tempo passa voando!

Para meu orgulho, o cardigan ficou pronto a tempo. Fiz para presentear minha sobrinha Ana Basile, filha da minha parceira da vida Maila e do meu cunhado Felipe. Aninha completou 1 aninho e eu queria muito presenteá-la com algo simples, mas significativo.

Pronto, lavado e perfumado! Hora de embalar.

Sobre os aspectos técnicos: o molde parecia um bicho de 27 cabecas (sim, 7 seriam poucas) para a iniciante aqui, mas com a ajuda da minha professora (salve, salve Joanna, I love you!) foi possível desvendar o mistério.

Aprendi a diferenciar o ponto meia do ponto trico (sim, eu ainda confundia!), a fazer casas e o acabamento da frente.

Usei agulha circular numero 8. O fio e de algodão (sem nenhum componente sintético), próprio para bebês e tem um toque bem macio. Evitei lã porque ela mora em Brasília e por lá são raros os dias frios.

Espero que sirva, a Aninha vista e se sinta tão feliz como eu me senti ao tricotá-lo. E se não servir, acho que ele ficaria bem bonito em um ursinho ou uma boneca. Que tal?