Os manuais com pitacos para agregarmos mais estilo ao nosso guarda roupas proliferam por aí… Tem livro, blog, revista. Por muitos anos, eu consumi e tentei seguir todas essas dicas. Não vou dizer que foi em vão. Aprendi bastante a entender o meu corpo e tentar favorece-lo. Mas, cansei. Diante desse clima de liberou geral, acho que o mais importante é cada um buscar o que lhe cai bem, traz conforto e um pouco de alegria. Mesmo ao vestir uma roupa séria dá pra gente se divertir um pouco.

É assim que eu me sinto quando visto as peças feitas por mim. Até um vestido sisudo (como esse das fotos) me faz rir _ seja porque me traz lembranças da escolha do tecido, dos comentários da minha mãe (ela fala que eu pareço a minha avó com esses vestidos de velhinha!) ou dos erros enquanto costurava. Já tentei ser mais moderna, mas não tem jeito: saias curtas e decotes não combinam com a minha personalidade. Não gosto, não visto e pronto!

Também não sou muito de brilho, nem visto calça extra justa. Gosto de me sentir solta, sem nada pegando no quadril ou no busto. E daí vem algo mágico do mundo da costura: a oportunidade única de apertar daqui e soltar de lá. A chance de reproduzir o mesmo molde várias vezes: com golas, tipos de tecidos e acabamentos diferentes.

Este vestido foi feito a partir do molde Françoise (à venda aqui) da inglesa que sempre falo, a Tilly and The Buttons. Já fiz um azul marinho e outro cinza.

O marrom que aparece nesse post é de lã. Minha intenção era deixá-lo pronto para a viagem a Londres no começo do ano, mas não consegui terminar a tempo. Sem problemas! Está sendo bem aproveitado nesse friozinho que está fazendo em Brasília.

O tecido é da Mariana Tecidos e a fivela é da Liberty London.