Não canso de repetir que a costura é uma benção na minha vida. É o meu momento de relaxar, trabalhar a criatividade, fazer planos e novos amigos. Em meio a panos e linhas, conheci muita gente bacana. Pessoas que só cruzaram meu destino por causa da afinidade com as agulhas. A Helena Guerra Vicente é uma delas.

Nos conhecemos na internet. Uma comentava no blog da outra até que um dia resolvemos marcar um encontro. A Helena foi costurar lá em casa e parecia que a gente já se conhecia há décadas. Não faltou assunto, não teve timidez. Depois, os maridos se conheceram, os filhos juntaram pra brincar e por aí foi.

A Helena esteve comigo na minha gravidez, me visitou no hospital no dia que a Alice nasceu, me deu uma força quando eu adoeci. Ela sempre tem conselhos precisos e boas risadas. Acredito que a admiração é o primeiro passo para uma amizade dar certo. Admiro imensamente a Helena.

No começo, pelas costuras mais do que perfeitas (vejam aqui!), os quilts coloridos, as necessaires sempre diferentes. Depois que nos conhecemos melhor, passei a admirar pelo currículo mega-master-plus de doutora em Linguística (sim, podemos chamá-la de Dra. Helena) que apresenta trabalhos em Veneza-Chicago-San Diego (sério, baba gente!).

Esse registro fotográfico foi feito pela querida Ruby Fernandes e retrata um encontro dia desses. Teve abraço esmagante e pacotinho lindo… feito com o maior capricho pela Helena. Dentro, uma bolsa Baldinho bordada à mão, cheia de detalhes mais do que encantadores.

E dentro da bolsa, um mimo em ponto de cruz bordado pela Cecília, a mãe da Helena. O talento na casa dos Guerra Vicente vem de berço. E eu sou agradecida por ser sempre mimada pelas duas. Por isso, posso dizer que dentro da minha caixa de costura há amor.

Fotos: Ruby Fernandes