Minha casa é bem novinha… construída em uma rua, que há pouco mais de dez anos nem existia. Gosto disso, mas confesso que não resisto às casas antigas, em ruas de pedras, com arquitetura do começo do Brasil. Quando vejo uma dessas, logo penso nas pessoas que já viveram ali, nas histórias, nas famílias, na vida calma do passado.
Dia desses, por uma necessidade, precisei entrar numa casinha assim. Tinha que trocar de blusa e a senhorinha que estava na janela me viu com o cabide na rua e ofereceu o quarto para eu me vestir. Tudo bem velhinho… pé direito alto, sem forro, guarda roupa mínimo e penteadeira cheia de remédios e santinhos. Em cima da cama, ainda desarrumada, pois era cedo e velhinha deveria ter acabado de se levantar, uma colcha de retalhos. Em segundos, me senti próxima e distante daquele cotidiano. Quero voltar lá.
PS – A casa que entrei não é a da foto. Quem sabe da próxima vez não tenho a mesma sorte e encontro outra velhinha?